“Eu tive 100 mil votos?” A frase de Jhonny que levantou um debate na política de Campina
- 9 de mar.
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O rompimento entre o ex-candidato a prefeito Jhony Bezerra e o grupo político do governador João Azevêdo movimentou a política de Campina Grande nos últimos dias. Mas, no meio da troca de declarações, uma frase chamou mais atenção do que o próprio rompimento.
Ao responder à senadora Daniella Ribeiro, Jhonny resumiu seu desempenho eleitoral dizendo: “Eu tive 100 mil votos.”
A frase é forte mas levanta uma pergunta simples: esses 100 mil votos foram de quem?
Quem acompanhou a eleição lembra que a candidatura começou pequena, com cerca de 2% nas pesquisas. Com o passar da campanha, o cenário mudou: Jhonny chegou a 34,5% no primeiro turno e terminou a disputa com 42,6% no segundo turno.
Mas esse crescimento não aconteceu sozinho.
Ao longo da campanha, foi montado um grande grupo político de apoio. A articulação começou com os irmãos Galdino e ganhou força com a chegada de lideranças como Aguinaldo Ribeiro e Hugo Motta. Além disso, a chapa proporcional reuniu mais de 100 candidatos a vereador, ampliando a presença da campanha por toda a cidade.
Outro ponto importante é o voto tradicional de oposição em Campina, que por muitos anos esteve ligado ao grupo do senador Veneziano Vital do Rêgo hoje aliado de Jhonny e do prefeito Bruno Cunha Lia.
Ou seja: houve candidatura, discurso e desempenho pessoal. Mas também houve estrutura, alianças e um eleitorado oposicionista já consolidado.
Por isso, a frase “eu tive 100 mil votos” acabou levantando um questionamento natural nos bastidores da política campinense:
foi um resultado individual ou fruto de um grande trabalho coletivo?
Na política, quase nunca se ganha eleição sozinho. E em Campina Grande, essa regra costuma valer ainda mais.




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